quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Julgar é diferente de condenar

Resultado de imagem para sinal de diferenteA bíblia diz: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e (com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós" (Mateus 7:1,2). A palavra julgar tem dois sentidos diretos, ao menos na bíblia; um aponta para a idéia de condenar, a outra de analisar e obter discernimento sobre tudo. Em Mateus 7:1 lemos: "Não julgueis, para que não sejais julgados". Neste caso, o que Cristo orienta a não se fazer é o julgar na perspectiva do condenar. Quando vamos ao grego esta ideia fica exposto ainda mais evidente.

No correlato em Lucas 6:37, é óbvio perceber a palavra julgar nesse caso como sinônimo de condenar: "não condeneis e não sereis condenados". E mais ainda: esta ordem é uma repreensão àqueles que julgam o próximo tendo a si mesmos como medida ou padrão. Apenas a autoridade  da Palavra pode fazer isso.

Então em um contexto amplo, não cabe a nós a aplicação da pena ao infrator, fazer justiça com nossas mãos ou fazer o que só a Deus cabe (por isso também vemos tanto sobre o perdão em todo o capítulo). A partir disso entendemos Paulo II Timóteo 4:1. Em Tiago 4:12 fica mais claro ainda: "Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar (condenar) o próximo?".

Julgar como discernimento e retendo o que é bom

Julgar no sentido de analisar tudo para "ficar" com o que é proveitoso, e advertir do erro e consequências, é um dever (I Tessalonicenses 5:21). A bíblia diz também que julgaremos os anjos, se deve julgar as profecias e os profetas (Romanos 14:13, I Coríntios 5:12 e 6:2-5, Judas 1:15). Há crentes fazendo o que não deve, e ai quando ouve uma exortação já vai dizendo: não julgue. Fico até pensativo de como João Batista, seria por muitos de hoje criticado como um “julgador”.

Jesus ter dito não julgueis não é senha para camuflar pecados, não haver o disciplinar e aceitar doutrinas erradas. O que temos de ter cuidado, é para não julgarmos pela aparência: "Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos" (João 7:24); "Deus julgará os segredos dos corações" (Romanos 2:16).

Também entendamos Jesus no que diz em João 8.15-16. Quando Ele disse “eu a ninguém julgo”, logo em seguida diz “o meu juízo é verdade concreta”. Ele está a enfatizar a origem de seu julgar, que era pela autorização de Deus Pai. Por exemplo, quando um infrator vai para a prisão não foi em si o juiz que o culpou, mas as leis estabelecidas é que o condena. Por isso Jesus não veio para condenar e sim salvar da sentença da lei, que nos revela a incapacidade de se cumprir ela por si só.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pedro: um exemplo do espetacular amor de Deus

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"E, caminhando ao mar da Galiléia, viu Jesus dois irmãos: Simão Pedro e André que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Então, disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e Eu vos farei pescadores de homens. Eles, imediatamente seguiram Jesus" (Mt. 4:18-20).

Pedro é um inexorável e contundente exemplo de que Deus tem amor, compreensão e compaixão. E esse amar transcende a logica e entendimento palpável, e até mesmo aceitável na e pela razão humana. Jesus mesmo sabendo que Pedro iria negá-lo, e das suas muitas falhas, o chamou para ser discípulo, investiu nele e o amou profundamente. Vejamos então alguns exemplos:

1. Pedro uma hora é usado pelo Espírito, mas depois já cede lugar ao  maligno, mostrando ser ainda imaturo e incapaz de ver os propósitos de Deus (Mateus 16:16-23);

2. Pedro diz que não vai negar Cristo de jeito algum, mas evidentemente acaba o negando (Veja em Mateus 26:33-35);

3. Pedro não consegue orar com Jesus e ter o discernimento básico daquele momento, e isto no instante em que Jesus mais precisou (Mateus 26:40);

4. Pedro demonstra em específica circunstância, ter ainda uma grande falta de fé (Mateus 14:28-31). 

5. Ele tem uma atitude violenta, que Jesus não aprovou (João 18:10);

6. Mesmo após pentecostes, vemos ainda uma teologia judaizante, legalista e desentendida da fé cristã dele e nele. Paulo chega a repreender a Pedro devido à sua maneira de tratar os gentios com hipocrisia, por conta das pressões feitas por irmãos legalistas (Gálatas 2:11-15). Pedro chega a ter uma "discussão" com Deus, pela segmentação e sectarismo que ele achava que seria o evangelho. Ele precisa até ouvir: "Ao que Deus purificou, não faças tu impuro" (Atos 10:15).

O que aprendemos?

O amor de Deus por nós é espetacular. Pedro inicialmente não tinha características de alguém capacitado para obra do Senhor, e era inclusive iletrado (hoje em dia não teria oportunidade em muitos lugares). Mas o olhar de Jesus é mais profundo: no olhar do homem havia ali alguém cheio de falhas e incapacidades. No de Deus, um escolhido para uma obra valorosa que seria ao longo do tempo, pacientemente lapidado. 

De vez de abandonar as pessoas, Jesus prefere "lutar" por elas. Depois que ressuscitou Ele não lançou em rosto as falhas de Pedro, mas revelou que queria estar com ele: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse” (Marcos 16:7). 

Se alguém tem um coração disposto e arrependido, grandes coisas se farão. Não existe pessoa alguma que Deus não possa recuperar, tratar e capacitar. Deus toca e levanta aquele que ninguém quer mais tocar e erguer. Pedro é um grande modelo do imensurável amor de Cristo. O Senhor ver potencial onde nem todos enxergam. Ele perdoa como só Ele é capaz, e não desiste das suas escolhas nunca. Assim Ele fez conosco, assim podemos fazer também.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O “Jesus” que alguns querem ou o Jesus revelado pelas Escrituras?

Resultado de imagem para fotos bibliaInfelizmente no atual contexto evangélico, em certa parte está se adorando a um “Jesus” produzido artificialmente para os próprios interesses de tais, e relativizado por uma ideologia corrente, que tenta fazer do Cristo revelado nas Escrituras não um messias, mas uma espécie de mero auxiliador pragmático e pessoal, um tipo de amuleto. E esse falso Jesus não é o mestre, mas um tipo de instrutor para conveniências; não um salvador, mas uma espécie de “Magaiver ungidão”, que apenas vem para resolver situações. E isto tudo é na verdade a individuação do egoísmo existencial contemporâneo, fruto do sedentarismo espiritual de muitos.

Mas o Jesus dos evangelhos não é um tipo de superman, um thor, um filho de Zeus. Não é um mero personagem, um super teólogo, nem um curandeiro particular. Jesus é o filho de Deus, o messias, o Cristo. Ele é o nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, que nasceu da virgem e padeceu, foi crucificado, morto e sepultado; mas ressurgiu dos mortos ao terceiro dia e subiu ao Céu. E está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Jesus é então aquele que já é antes de tudo ser. E é aquele que continua sendo quando tudo não é. Cristo é  totalmente homem, mas também é o totalmente Deus encarnado; aquele que nasceu, mas já existia (I Pedro 1:19,20; João 1:1-3). Ele é o Senhor que absolutamente não é relativizado: Ele é verdade pura. Jesus é Deus e Deus estava em Cristo; Ele e o Pai são um (João 10:30).

E aí é que a coisa se conflita com a geração pós moderna, pois a ideia inexorável de que Cristo é Senhor, em geral é repugnada e não interessante a muitos círculos religiosos; para esses a melhor forma de guiar o mundo é não tendo um governante assim: soberano e acima de tudo e todos. E a problemática é que nisto comete-se idolatria contra Deus, quando se adora ao Jesus que não é esse Deus, mas apenas uma emanação humanística, um simples profeta e mestre.

Quem não crê que Jesus é Deus, mas o adora meramente por outra razão, comete idolatria contra Deus. E comete-se isto até quando se “usa” o nome “Jesus” como simples força e poder, mas sem que se o discirna, sabendo a verdade pela Verdade. Pois não existe conhecimento de Jesus se para o “discípulo” Ele não é Deus. É então pecado adorar a um “Jesus” que não seja o Jesus dos evangelhos!

E esta é a grande questão, pois na prática até em muitos cultos, Jesus não é reconhecido pelo que a Palavra diz: E mesmo que se diga com os lábios que Ele é Deus, não se crê de fato nisso. E se por acaso não aceita ao Jesus que é, se crerá no que não é. E aí tudo se relativiza, inclusive não se crerá na sua volta, do que é o pecado, do que é salvação, etc.

Alguns também não querem que Jesus seja o mediador ou único nisto. O tempo todo vemos mediadores sendo criados. Mas a bíblia é inexorável ao afirmar: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (I Timóteo 2:5). Sendo assim, é necessário uma reforma no que se acredita, e retornar a crer em Jesus pelo que as Escrituras dizem, para que os corações venham a arder não pelo que a mente quer, mas pelo que a Palavra afirmar. Quem adora a um Jesus diferente do que foi entregue e está revelado nas Escrituras é idolatra.